Diversos canais de comunicação com o cliente foram criados e equipes inteiras se responsabilizam pela tarefa de escutar, entender e atender a figura mais importante em qualquer relacionamento comercial. Sem dúvida nenhuma, o cliente é muito mais importante para a empresa do que a empresa para o cliente.Quando falamos em cliente não podemos nos esquecer que cada um dos profissionais de qualquer empresa é também um cliente dela. Nem sempre um cliente de seus produtos ou serviços, mas um cliente interno, submetido às práticas, políticas e valores desta companhia e que, como qualquer cliente, tem necessidades e expectativas que merecem ser atendidas.Centrais de atendimento ao consumidor, redes sociais e as tradicionais caixas de sugestões são meios passivos de se obter qualquer tipo de opinião. Com eles, o cliente pede para ser ouvido e expõe sua opinião, que ora pode ser boa...e ora pode ser ruim, muitas vezes sem saber se essa opinião será vista como importante para a empresa, se terá atenção ou se chegará a quem lhe é de direito. Ele busca o contato! Que a opinião destes clientes é importante, isso é indiscutível. Ele, melhor do que ninguém, conhece a qualidade do serviço prestado, a eficiência do que lhe foi vendido, o ambiente no qual trabalha e nós, enquanto gestores dessas companhias, não podemos perder a riqueza de informações que esse público tem para nos dar. Mas, além dos meios citados acima, tido como mais receptivos do que ativos, quais as estratégias para obter um contato mais próximo com quem precisamos ouvir? Como mostrar que é importante ouvir o que ele tem a dizer? Que estamos comprometidos com a sua satisfação e queremos sua lealdade?A pesquisa. Sim, as famosas pesquisas de mercado, quantitativas ou qualitativas! Elas nos permitem o entendimento real sobre os anseios de nosso “target” e contribuem para que a tomada de decisão seja feita de forma clara, sem “achismos”, baseadas em informações trazidas pelos próprios clientes, através de questionários, tabulações e análises estatísticas. As pesquisas podem ser aplicadas em diversos âmbitos. Existem as de Satisfação de clientes - com perguntas que compreendam toda a cadeia da negociação até a utilização e os resultados deste produto ou serviço; de Mercado - para identificar o tipo de produto que este cliente precisa; de Clima Organizacional - para identificar práticas que deram certo e o que pode ser melhorado a fim de se contribuir para o bem estar do colaborador no ambiente de trabalho.Fazer uma pesquisa é uma atividade que, embora pareça simples, deve ser muito bem planejada. A pesquisa deve estar associada ao objetivo principal do projeto e cada etapa deve ser concebida de maneira a se permitir encontrar as respostas que se buscava.Hora do FocoNão se deve aproveitar o contato com o cliente, seja através do telefone, de maneira presencial, formulário eletrônico, emails, entre outros, para lhe perguntar sobre tudo o que é possível. Se tivermos um problema, uma dúvida ou uma desconfiança, devemos focar nesses objetivos e não buscar a opinião do cliente sobre tudo.Como profissional especializada em pesquisas, vejo constantemente a aplicação das mesmas pelas próprias empresas. Não há nenhum mal nisso, mas o resultado pode ser previsível e não revelar informações e resultados importantes. O que quero dizer aqui é que um profissional deve estar focado em suas tarefas e se for lhe designada uma atividade que não faz parte de sua alçada, certamente não terá competência para ir além de tabelas e gráficos de pizza. É aqui que entra a contribuição das ciências exatas entre os profissionais de marketing ou recursos humanos: metodologias estatísticas trazem informações que vão além do que se pode contar! Os números revelam informações que sequer imaginamos...A estatística está presente em quase todas as etapas de uma pesquisa eficiente e começarei comentando seu papel na definição de um questionário.Quando pensamos em aplicar uma pesquisa, o que logo nos vem à cabeça é o questionário. Perguntar o que se quer saber não é tarefa complicada e, a princípio, imaginamos que qualquer formato de pergunta é capaz de trazer resultados relevantes. Quando esta etapa é elaborada de forma independente, sem compromisso com as análises a serem feitas durante o processamento dos resultados, iremos perceber que o trabalho foi em vão, ou seja, não trouxe qualquer descoberta pela forma como se foi perguntado, gerando informação em abundância, porém, sem muita inteligência. Algumas ferramentas estatísticas, como a análise conjunta, por exemplo, dependem de um formato de questionário diferente onde, neste caso, trocamos o questionário tradicional por fichas com simulação de situações. Se tivermos um questionário baseado em uma escala de Likert, a regressão logística pode nos dizer o efeito de uma variável sob a satisfação do cliente. Caso contrário, uma análise de correlação ou regressão linear é mais eficiente.A contratação ou execução de uma pesquisa precisa de recursos financeiros que, na maioria das vezes, são limitados. Quanto mais pessoas precisarmos entrevistar, maior será o custo deste projeto. Além disso, nem sempre é viável (ou possível) se aplicar uma pesquisa a toda a base de clientes de uma empresa.Um plano amostral bem definido, feito levando-se em conta aspectos como a variabilidade de perfis na população, margem de erro, nível de confiança, taxa de preenchimento e outras variáveis, sobretudo o objetivo da pesquisa, reduz significativamente o número de pessoas a serem entrevistadas e mantém a representatividade dos dados. Essa definição é uma das etapas mais importantes para a análise dos resultados, pois é preciso a garantia de que os dados coletados representam a opinião de todos os clientes, sob pena de restringir o trabalho e a leitura de resultados àquela amostra de clientes.E finalmente, a análise dos resultados: etapa em que se identifica onde estão os fatores de insatisfação, quais processos estão no caminho certo, quais são os focos de preocupação, enfim... onde se consegue todas as respostas para as perguntas que assombram os gestores das empresas. Um erro comum é limitar o estudo e formar as conclusões baseadas apenas naquilo que as análises descritivas mostram. Não conseguimos determinar através de uma média ou um percentual a importância de cada item avaliado sem tê-lo perguntado ao cliente e acabamos priorizando ações focadas em aspectos que, apesar da baixa avaliação, não exercem qualquer influência sobre a satisfação. Não conseguimos também entender como é composta a satisfação geral do cliente com um serviço, uma empresa ou um produto e tampouco conseguimos classificar nossos clientes segundo interesses e não características sociais ou demográficas. Premiamos e punimos o desempenho dos nossos profissionais sem sequer analisar resultados históricos, de longo prazo.Análise de componentes principais e análise fatorial, conglomerados, correlação, regressão, escalonamento multidimensional, limites de controle, árvores de decisão, testes de hipótese e outras técnicas, cada uma aplicada com o seu objetivo e de acordo com a realidade dos dados coletados, podem trazer todas estas respostas e descobertas a respeito do nosso cliente, possibilitando ações focadas para cada aspecto e distintas para clientes com necessidades diferentes.A análise estatística aplicada às pesquisas é uma importante arma, que quando aliada a uma empresa comprometida com o sucesso, é capaz de torná-la cada vez mais competitiva e com clientes ainda mais leais.Daniela Benetti Pelagalo - responsável pela área de pesquisas de satisfação de clientes através do tratamento estatístico dos dados, da divisão Pensees da Gauss Consulting.
terça-feira, 9 de março de 2010
quarta-feira, 3 de março de 2010
Empresa investe em avaliação do perfil comportamental de suas equipes

Empresa investe em avaliação do perfil comportamental de suas equipes
Avaliar o perfil comportamental de suas equipes de forma eficiente é uma preocupação que vem crescendo entre as empresas. Para isso, a empresa Gauss Consulting, especializada em consultoria instrumental e assessoria especializada, adquiriu as interpretações do EQ Map, - teste de medição do quociente emocional – e traz para o Brasil o serviço de avaliação de diversas características profissionais para as companhias.
Segundo Orlando Pavani Junior, CEO da Gauss Consulting, a metodologia foi divulgada no livro “A Inteligência Emocional das Empresas”, de Robert Cooper. “A Gauss Consulting adquiriu o teste e sua interpretação original, traduziu seus resquisitos e ‘tropicalizou’ o serviço”, comenta Pavani.
O foco de sua aplicação está centrado na avaliação, por meio de um questionário com 258 perguntas respondidas, transformadas em 20 escalas que compõe o quociente emocional. Dentre as principais escalas, o EQ Map avalia os diversos níveis de resposta dos profissionais nos quesitos flexibilidade, integridade, expressão e consciência emocional sua e dos outros, foco, intuição, poder pessoal, entre outros.
O teste divide-se em 20 escalas, que são subdivididas em cinco grandes grupos, da seguinte forma: Grupo 1: Ambiente Atual (com 2 escalas) que medem o quão a pessoa está feliz com o que "não gosta de fazer e infelizmente tem que fazer" e o que a pessoa "gosta de fazer e efetivamente faz"; Grupo 2: Capacidades Emocionais (3 escalas) que medem a consciência emocional de si mesma, a expressão emocional fisiológica e a consciência emocional dos outros; Grupo 3: Competências Emocionais (com 5 escalas) que medem a capacidade de estabelecer foco, a criatividade, a flexibilidade a mudanças, a autenticidade e a insatisfação construtiva; Grupo 4: Valores e Atitudes (com 6 escalas) que medem a perspectiva otimista da pessoa, a empatia, a capacidade de utilizar a sua própria intuição, a capacidade de decidir com base em dados e fatos, o carisma e a integridade e Grupo 5: Resultados (com 4 escalas) que mede o que as pessoas estão colhendo com seus recursos emocionais sob o ponto de vista da saúde geral, da qualidade de vida, dos relacionamento e do desempenho global.
O teste é útil para qualquer pessoa que a empresa necessite traçar o quociente emocional para identificar qual cargo pode ocupar de maneira mais alinhada com seu perfil
Segundo Orlando Pavani Junior, CEO da Gauss Consulting, a metodologia foi divulgada no livro “A Inteligência Emocional das Empresas”, de Robert Cooper. “A Gauss Consulting adquiriu o teste e sua interpretação original, traduziu seus resquisitos e ‘tropicalizou’ o serviço”, comenta Pavani.
O foco de sua aplicação está centrado na avaliação, por meio de um questionário com 258 perguntas respondidas, transformadas em 20 escalas que compõe o quociente emocional. Dentre as principais escalas, o EQ Map avalia os diversos níveis de resposta dos profissionais nos quesitos flexibilidade, integridade, expressão e consciência emocional sua e dos outros, foco, intuição, poder pessoal, entre outros.
O teste divide-se em 20 escalas, que são subdivididas em cinco grandes grupos, da seguinte forma: Grupo 1: Ambiente Atual (com 2 escalas) que medem o quão a pessoa está feliz com o que "não gosta de fazer e infelizmente tem que fazer" e o que a pessoa "gosta de fazer e efetivamente faz"; Grupo 2: Capacidades Emocionais (3 escalas) que medem a consciência emocional de si mesma, a expressão emocional fisiológica e a consciência emocional dos outros; Grupo 3: Competências Emocionais (com 5 escalas) que medem a capacidade de estabelecer foco, a criatividade, a flexibilidade a mudanças, a autenticidade e a insatisfação construtiva; Grupo 4: Valores e Atitudes (com 6 escalas) que medem a perspectiva otimista da pessoa, a empatia, a capacidade de utilizar a sua própria intuição, a capacidade de decidir com base em dados e fatos, o carisma e a integridade e Grupo 5: Resultados (com 4 escalas) que mede o que as pessoas estão colhendo com seus recursos emocionais sob o ponto de vista da saúde geral, da qualidade de vida, dos relacionamento e do desempenho global.
O teste é útil para qualquer pessoa que a empresa necessite traçar o quociente emocional para identificar qual cargo pode ocupar de maneira mais alinhada com seu perfil
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segunda-feira, 1 de março de 2010
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Falta senso de “se-virança”
Por Orlando Pavani Junior*
Uma grande quantidade de pessoas de um país está incluída no conceito de População em Idade Ativa (PIA), uma classificação etária que compreende o conjunto de todas as pessoas de um país teoricamente aptas a exercer uma atividade econômica, um trabalho. No Brasil, consideram-se a PIA todas as pessoas com 10 ou mais anos de idade. Estas pessoas que compõem a PIA estão subdividas em População Economicamente Ativa (PEA), que consiste na soma das pessoas empregadas (PO – Pessoas Ocupadas) com as pessoas temporariamente desempregadas (PD – Pessoas Desocupadas) e População Economicamente Inativa (PEI) que consiste na soma das pessoas incapacitadas para o trabalho, que desistiram de buscar trabalho ou ainda que não querem mesmo trabalhar (estudantes, aposentados, incapazes, etc.). Resumidamente temos: PO + PD = PEA e PEA + PEI = PIA
Tudo isto é o que se aprende introdutoriamente nas primeiras páginas de qualquer livro de macroeconomia, mas o que pretendo grifar hoje é que existe uma parcela da PO que vão se transformar em PD por absoluta falta de capacidade de “se-virança”! Fazem parte da latente PISV (População Incapacitada de Se-Virar) e, normalmente, sabem mais reclamar da vida do que assumir que apenas colhem aquilo que são capazes de plantar!
Tratam-se daquelas pessoas sem o mínimo de proatividade e, que não conseguem pensar no que estão fazendo sob o ponto de vista de atingir um objetivo (ou pelo menos reconhecê-lo), mas apenas se restringem a terminar o que estão fazendo da melhor forma possível. Não demonstram esforço relevante para compreender em que contexto está inserida aquela atividade. Podem até primar pela eficiência (fazer certo a coisa), mas estão longe, muito longe, da eficácia (fazer a coisa certa) e a anos luz da efetividade (colher resultados de forma sustentada).
Total falta de vontade (nem diria falta de capacidade, porque esta todos a têm, pelo menos é o que dizem os especialistas em inteligência), de criatividade, de lógica, de senso de urgência, de ânimo, de prazer em realizar determinada atividade poderia explicar a falta de capacidade de “se-virança”. “Se-virança” (termo meu, assumo totalmente o neologismo) é a capacidade de uma pessoa em encontrar alternativas para realizar os objetivos de forma individual e com os recursos disponíveis (sempre escassos) naquele específico momento.
Uma pessoa com senso de “se-virança” (aquele que se vira...., que dá seus pulos...., que improvisa em prol de um resultado efetivo) é aquela que defende ditados como: “quem tem boca vai a Roma”, “quem não tem cão, caça com gato”, “em terra de cego, quem tem um olho é rei”, “mais vale um pássaro na mão, do que dois voando”.
Será que estou me fazendo entender?! Você leitor faz parte do PISV? Espero que não! Acho que não. Um bom motivo para eu pensar que não, é que você está lendo este texto por algum motivo e, se existe algum motivo que seja propulsor de suas atitudes, creio que já seja uma indicação de que você parece “se-virar” mais do que reclamar! Os membros do PISV geralmente odeiam ler (quanto mais estudar); costumam demorar mais do que o normal para entender aquelas piadas mais inteligentes; preferem ordens claras e detalhadas ao invés de diretrizes amplas e desafios impossíveis; tem hora certinha para ir embora (nem sempre com a mesma disciplina para chegar); não percebem qualquer frustação por um trabalho que não gerou o resultado esperado; são superficiais e odeiam coisas complexas; não preocupam-se com o todo, apenas com uma parte; em síntese......parece que morreram, mas esqueceram-se de deitar!
É disto que sinto falta em uma parcela significativa das pessoas da PEA! Muitas delas vão perder suas oportunidades de emprego (PO) e vão passar a vida inteira reclamando que foram demitidas (PD), alegando que foram consideradas um mero número na empresa onde trabalhavam. Vão provavelmente reclamar que não foram plenamente preparadas 9º que pode ser até uma verdade indiscutível), mas pouco fizeram para “se-virar”! Pouco se assume, mas muitas destas pessoas fazem de tudo para não passarem de meros números mesmo, fazem o mínimo necessário (alegam esforçar-se apenas pelo equivalente ao que são remuneradas) e não vêem com a nitidez esperada as oportunidades quicando!
Nós, da Divisão Olho de Tigre da Gauss (www.olhodetigre.com.br), temos conduzido treinamentos vivenciais de alto impacto que, dentre muitos outros objetivos relacionados a ciência do comportamento e as neurociências, esforça-se para dar um chacoalhão nestas pessoas a ponto de fazê-las perceber que esta alienação só as prejudica no mundo corporativo competitivo e também no âmbito familiar e social.
A falta de comida faz com que uma pessoa normal morra entre 4 e 7 semanas. A falta de água faz com que uma pessoa morra em, no máximo, uma semana. Similar inanição da capacidade de nutrir-se do senso de “se-virança” fará rapidamente com que um profissional sucumba de relevância na PEA!
Pense nisto?!
Tirá-lo da zona de conforto e fazê-lo refletir e agir é minha principal função.
Você sempre é o único culpado por tudo de bom e de ruim que acontece em sua vida! Se você acha que pode....tem razão, mas se acha que não pode...infelizmente também tem razão!
Adm. M.Sc. Prof. Orlando Pavani Junior
CRA - 57.398
Consultor Titulado CMC pelo IBCO/ICMCI
Diretor Executivo / Treinamento
Gauss Consultores Associados Ltda.
Solutty - Soluções em Gestão Comercial(11) 4220-4950 - ramal 29 www.gaussconsulting.com.br
www.olhodetigre.com.br
www.solutty.com
Uma grande quantidade de pessoas de um país está incluída no conceito de População em Idade Ativa (PIA), uma classificação etária que compreende o conjunto de todas as pessoas de um país teoricamente aptas a exercer uma atividade econômica, um trabalho. No Brasil, consideram-se a PIA todas as pessoas com 10 ou mais anos de idade. Estas pessoas que compõem a PIA estão subdividas em População Economicamente Ativa (PEA), que consiste na soma das pessoas empregadas (PO – Pessoas Ocupadas) com as pessoas temporariamente desempregadas (PD – Pessoas Desocupadas) e População Economicamente Inativa (PEI) que consiste na soma das pessoas incapacitadas para o trabalho, que desistiram de buscar trabalho ou ainda que não querem mesmo trabalhar (estudantes, aposentados, incapazes, etc.). Resumidamente temos: PO + PD = PEA e PEA + PEI = PIA
Tudo isto é o que se aprende introdutoriamente nas primeiras páginas de qualquer livro de macroeconomia, mas o que pretendo grifar hoje é que existe uma parcela da PO que vão se transformar em PD por absoluta falta de capacidade de “se-virança”! Fazem parte da latente PISV (População Incapacitada de Se-Virar) e, normalmente, sabem mais reclamar da vida do que assumir que apenas colhem aquilo que são capazes de plantar!
Tratam-se daquelas pessoas sem o mínimo de proatividade e, que não conseguem pensar no que estão fazendo sob o ponto de vista de atingir um objetivo (ou pelo menos reconhecê-lo), mas apenas se restringem a terminar o que estão fazendo da melhor forma possível. Não demonstram esforço relevante para compreender em que contexto está inserida aquela atividade. Podem até primar pela eficiência (fazer certo a coisa), mas estão longe, muito longe, da eficácia (fazer a coisa certa) e a anos luz da efetividade (colher resultados de forma sustentada).
Total falta de vontade (nem diria falta de capacidade, porque esta todos a têm, pelo menos é o que dizem os especialistas em inteligência), de criatividade, de lógica, de senso de urgência, de ânimo, de prazer em realizar determinada atividade poderia explicar a falta de capacidade de “se-virança”. “Se-virança” (termo meu, assumo totalmente o neologismo) é a capacidade de uma pessoa em encontrar alternativas para realizar os objetivos de forma individual e com os recursos disponíveis (sempre escassos) naquele específico momento.
Uma pessoa com senso de “se-virança” (aquele que se vira...., que dá seus pulos...., que improvisa em prol de um resultado efetivo) é aquela que defende ditados como: “quem tem boca vai a Roma”, “quem não tem cão, caça com gato”, “em terra de cego, quem tem um olho é rei”, “mais vale um pássaro na mão, do que dois voando”.
Será que estou me fazendo entender?! Você leitor faz parte do PISV? Espero que não! Acho que não. Um bom motivo para eu pensar que não, é que você está lendo este texto por algum motivo e, se existe algum motivo que seja propulsor de suas atitudes, creio que já seja uma indicação de que você parece “se-virar” mais do que reclamar! Os membros do PISV geralmente odeiam ler (quanto mais estudar); costumam demorar mais do que o normal para entender aquelas piadas mais inteligentes; preferem ordens claras e detalhadas ao invés de diretrizes amplas e desafios impossíveis; tem hora certinha para ir embora (nem sempre com a mesma disciplina para chegar); não percebem qualquer frustação por um trabalho que não gerou o resultado esperado; são superficiais e odeiam coisas complexas; não preocupam-se com o todo, apenas com uma parte; em síntese......parece que morreram, mas esqueceram-se de deitar!
É disto que sinto falta em uma parcela significativa das pessoas da PEA! Muitas delas vão perder suas oportunidades de emprego (PO) e vão passar a vida inteira reclamando que foram demitidas (PD), alegando que foram consideradas um mero número na empresa onde trabalhavam. Vão provavelmente reclamar que não foram plenamente preparadas 9º que pode ser até uma verdade indiscutível), mas pouco fizeram para “se-virar”! Pouco se assume, mas muitas destas pessoas fazem de tudo para não passarem de meros números mesmo, fazem o mínimo necessário (alegam esforçar-se apenas pelo equivalente ao que são remuneradas) e não vêem com a nitidez esperada as oportunidades quicando!
Nós, da Divisão Olho de Tigre da Gauss (www.olhodetigre.com.br), temos conduzido treinamentos vivenciais de alto impacto que, dentre muitos outros objetivos relacionados a ciência do comportamento e as neurociências, esforça-se para dar um chacoalhão nestas pessoas a ponto de fazê-las perceber que esta alienação só as prejudica no mundo corporativo competitivo e também no âmbito familiar e social.
A falta de comida faz com que uma pessoa normal morra entre 4 e 7 semanas. A falta de água faz com que uma pessoa morra em, no máximo, uma semana. Similar inanição da capacidade de nutrir-se do senso de “se-virança” fará rapidamente com que um profissional sucumba de relevância na PEA!
Pense nisto?!
Tirá-lo da zona de conforto e fazê-lo refletir e agir é minha principal função.
Você sempre é o único culpado por tudo de bom e de ruim que acontece em sua vida! Se você acha que pode....tem razão, mas se acha que não pode...infelizmente também tem razão!
Adm. M.Sc. Prof. Orlando Pavani Junior
CRA - 57.398
Consultor Titulado CMC pelo IBCO/ICMCI
Diretor Executivo / Treinamento
Gauss Consultores Associados Ltda.
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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
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