segunda-feira, 30 de novembro de 2009

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

ORGASMO & ESTUPRO INTELECTUAL
O Aprendizado, quando efetivamente acontece, transforma a pessoa e é visceralmente prazeroso!


Por Orlando Pavani Junior*

O Aprendizado normalmente não é o que efetivamente acontece quando as pessoas alegam ter “entendido” alguma coisa! O mero “entendimento” e a mera “compreensão” não costumam vir acompanhados de uma sensação de transformação pessoal.

Normalmente comento com as pessoas de meu relacionamento mais direto o quanto tem sido escasso deparar-me com pessoas que realmente tenham tido a experiência resignificante e recontextualizante do aprendizado efetivo. O que as pessoas relatam, quando se referem à experiência de seus aprendizados pessoais, configura muito mais um processo de reprodução cuidadosa do que ouvira de alguém, lera de algum lugar ou exercitara em algum curso (por mais caro que seja)! Raramente este processo de aprendizado inclui uma reflexão ponderada e completa sobre o assunto e ainda é permeado de uma emoção incontrolável pelo que tenha acontecido consigo próprio depois do aprendizado ter-se consumado.

Quando achamos que aprendemos alguma coisa, costumamos dizer, na ânsia de aplicá-los: que utilização eu farei desse novo conhecimento!? Se houvesse realmente o aprendizado, o mais correto seria perguntar: o que este aprendizado será capaz de fazer comigo?!

Todo o processo educacional ao qual fomos submetidos desde a infância - seja no ambiente familiar, social, educacional ou profissional -, assemelha-se muito mais a uma espécie de estupro intelectual, uma vez que o fundamento histórico é “assimilar” um conhecimento (que normalmente não escolhemos e com relação ao qual somos absolutamente ignorantes) e “repeti-lo” nas mais diversas tipificações de aplicações!

Não temos base informacional suficiente para refletir acerca do que estamos aprendendo e, por isto, não aprendemos de fato, apenas “engolimos” algum conceito, submissamente, e os reproduzimos recorrentemente ao longo da vida!

Numa eventual primeira aula de matemática na vida de uma pessoa, raramente esta pessoa (alvo do aprendizado tradicional e submisso ao conhecimento que lhe for repassado) será capaz de questionar se o professor disser que 1+1=3! Se esta pessoa continuar restrita em seu mundinho limitado, provavelmente passará a vida inteira mergulhado no acomodado conhecimento de que 1+1=3, sem sequer ponderar o que um conhecimento divergente, ou até antagônico, poderia lhe oferecer.

O efetivo conhecimento, fruto do real processo de aprendizagem, reside onde nunca fomos! Não se consegue aprender insistindo na mesmice e na mera repetição de experiências antigas ou de acesso a assuntos e/ou temas que já se conhece em algum grau. O Aprendizado, quando acontece realmente, assemelha-se a uma espécie de orgasmo intelectual, uma sensação da qual não se controla de tão transformadora que é. Sequer conseguimos compartilhar com outras pessoas, tamanho o grau de empolgação e de incapacidade para replicar a sensação vivenciada!

Costumo chamar de “cabeção” (carinhosamente) aquela pessoa que “entende” tudo que lhe é explicado sem vibrar por este pseudo-entendimento! Não move uma palha de emoção pelo aprendizado! É claro que não houve aprendizado, mas apenas uma compreensão sem significado nenhum na mudança de atitude e na vida desta pessoa. Tanto que não há evidências de nenhuma melhoria no contato interpessoal.

Quando dou aulas, no meio acadêmico, é evidente a distinção do aluno que aprendeu efetivamente daquele que apenas entendeu (compreendeu) o que lhe foi passado. Aquele que aprendeu efetivamente se auto-elabora perguntas (em voz alta) que auto-testam sua auto-compreensão (ele não precisa de alguém para atestar seu aprendizado). E aquele que apenas entendeu pede a “prova” (avaliação clássica) como meio de ter uma oportunidade de checar e demonstrar o que sabe (a alguém). Aquele que aprendeu efetivamente fornece uma resposta fisiológica que denota uma emoção transformacional (uma metáfora de orgasmo intelectual mesmo), normalmente de cunho resignificante e recontextualizante, mas aquele que apenas entende, manifesta tédio em retomar o processo (de aprendizado) com relação a outro assunto.

É similar a uma piada! Se houver aprendizado haverá riso aleatório e incontrolável por parte do ouvinte, mas se não houver aprendizado, apenas entendimento, não gerará riso algum, mas apenas uma ironização sem graça do quão é fraca a piada (na opinião do ouvinte)!

É uma pena constatar que esta sensação de efetivo orgasmo intelectual seja tão impopular e escassa no ambiente corporativo, no ambiente educacional e até no ambiente familiar e social. As pessoas entendem sem aprender!

O Aprendizado Organizacional é assunto recorrente no ambiente corporativo, mas também é tema que ainda se encontra em construção dentre muitos autores que se arriscam em escrever sobre o assunto. Não existe aprendizado organizacional se não for precedido de aprendizado individual e que também não gere aprendizado grupal.

No mês de novembro, período em que festejamos o Dia Mundial da Qualidade, que em 2009 especificamente será comemorado no dia 12/11/2009 (segunda quinta-feira do mês) vou escrever sobre uma abordagem própria de aprendizado organizacional onde coexistirão o PDCA (C de Check), o PDSA (S de Study) e o PDCL (L de Learning) – Vide Diagrama abaixo. Esta sim refletirá um exemplo de orgasmo intelectual que nossa empresa teve nos últimos cinco anos como reflexo das pesquisas, das reflexões e das visitas que fizemos em ambientes divergentes do que estávamos acostumados.



Pense nisto!

Tirá-lo da zona de conforto e fazê-lo refletir e agir é minha principal função. Você sempre é o único culpado por tudo de bom e de ruim na sua vida!

Se você acha que pode....tem razão, mas se acha que não pode...infelizmente também tem razão!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Não perca! Teste de Inteligência Emocional para equipes é tema de curso na Gauss Consulting

-Ministrado por Orlando Pavani Junior, o curso traz os fundamentos do EQ Map, de autoria de Robert Cooper/Ayman Sawaf, e capacita os participantes a aplicarem e interpretarem o teste para analisar as competências emocionais de seus colaboradores de acordo com a vaga que ocupam ou possam a vir ocupar nas companhias-

Identificando uma forte demanda pelas áreas de gestão e recursos humanos das companhias em aplicarem metodologias que saiam das tradicionais já existentes para profundo conhecimento e aperfeiçoamentos de equipes, a Gauss Consulting, empresa de assessoria instrumental e consultoria especializada, realiza no próximo dia 15 de outubro, o curso Credenciamento para Interpretação do Teste EQ-MAP, no Hotel Tulip Inn Paulista Convention, em São Paulo.

O curso visa capacitar e credenciar profissionais de RH e Gestão a aplicarem e interpretarem o Gráfico EQ-MAP, que mapeia as competências emocionais de uma pessoa de forma a compará-las com as competências desejadas do cargo que a mesma ocupa ou irá preencher. O teste foi criado para primeiramente especificar as competências emocionais e posteriormente mapear se a pessoa que ocupa este cargo detém das competências emocionais desejadas.

“O que mais vejo no mercado corporativo são pessoas contratadas pelo intelectual e demitidas pelo emocional. O erro, muitas vezes, não está no funcionário, mas na empresa que não soube aplicar os métodos mais profundos de avaliação ou mesmo fazer um trabalho de reciclagem com pessoas que já atuam na corporação. A atenção ao conhecimento técnico é colocada em primeiro lugar, mas o quociente emocional é fator altamente relevante para progressão de um profissional e da companhia em que trabalha”, explica Orlando Pavani Junior, CEO da Gauss Consulting e responsável por trazer o EQ MAP ao mercado nacional.

O teste EQ-MAP foi desenvolvido pelos especialistas americanos em liderança, Robert Cooper e Ayman Sawaf. Cooper acredita que a inteligência emocional pode funcionar fora do domínio da análise psicológica e das teorias filosóficas e dentro do campo do conhecimento, da exploração e da aplicação prática.

Ministrado por Pavani, o curso tem duração de oito horas e aborda temas como Consciência e Expressão Emocional, Satisfações da Vida vivenciadas com Prazer, Criatividade, Insatisfação Construtiva, Poder Pessoal, Qualidade de Vida, entre outros. Além disso, traz os recursos necessários para aplicação e avaliação do EQ-MAP junto aos colaboradores.

A grande novidade para aqueles que fizerem o curso é que quem tiver aprovação na avaliação final, estará credenciado para aplicar e interpretar o teste EQ-MAP. A interpretação poderá ser realizada pela Rede de Profissionais Credenciados, habilitados no curso, conforme a região de concessão. Os profissionais credenciados estarão disponíveis no site da Gauss.

Agenda do evento: Data: 15 de outubro de 2009
Horário: 08h às 17h
Local : Tulip Inn Paulista Convention Rua Apeninos, 1070 - Paraíso - CEP 04104-021 – São Paulo – SP
Informações e Inscrições: Ligue para (11) 4220-4950, ramal 28 e fale com a Sulamita

terça-feira, 29 de setembro de 2009

INJUSTIÇA! Você nunca foi vítima disso, acredite!

Muitas pessoas, eu correria o risco de afirmar que a grande massa de seres humanos, tem uma interpretação viezada e incorreta sobre o conceito de JUSTIÇA. É comum que relacionem a palavra ou o conceito de justiça com a seguinte frase: “todas as pessoas são iguais perante a lei”. É uma reflexão filosófica perante isto, na edição desse mês.

O uso da palavra IGUAIS na frase acima, em momento algum pode significar, ou querer dizer, que nós, seres humanos, somos IGUAIS. Todas as pessoas são diferentes, e muito diferentes, entre si. Somos o reflexo do ambiente onde vivemos, somos influenciados pelos valores e crenças de nossos pais e das pessoas com quem decidimos viver, somos fruto de nossas escolhas e, por termos feito escolhas diferentes ao longo de nossas vidas, somos (todos) pessoas muito diferentes.

Diante desta perspectiva que somos (eu, você e 100% da humanidade), muito diferentes nos mais diversos aspectos, o conceito coerente de justiça, desde os primórdios é, paradigmaticamente, o seguinte: JUSTO É TRATAR DESIGUALMENTE OS DESIGUAIS!

Pitoresco não é?! Pense nela com cuidado e constate como é verdade!

O fato de sermos seres humanos diferentes (desiguais) exige que, para haver efetiva justiça, tenhamos que ser tratados conforme esta diferença (desigualdade), ou seja, tem de haver CRITÉRIOS DESIGUALADORES que sejam capazes de diferenciar pessoas honestas das desonestas, pessoas de bom caráter das de mau caráter, pessoas do jeito “certo” de ser das pessoas do jeito “errado” de ser.

O problema e o desafio consistem em definir quais seriam estes CRITÉRIOS, capazes de rotular estas circunstâncias de DESIGUALDADE. As leis, normas, jurisprudências etc. nada mais são que esforços da sociedade ou das pessoas que detêm o poder (nem sempre bem sucedidos) que definem critérios para distinguir comportamentos “ditos” adequados dos inadequados.

Sob esta perspectiva é que podemos afirmar, sem dúvida e sem medo de errar, que a INJUSTIÇA não existe, pois sua essência seria TRATAR IGUALMENTE OS DESIGUAIS e não TRATAR DESIGUALMENTE OS IGUAIS, uma vez que já defendemos que somos desiguais por definição.

Em síntese, se existe um critério desigualador instalado, sua aplicação é justa sempre, mesmo que a vítima não concorde com o referido critério pelo qual será julgado. O fato de uma pessoa discordar do critério pelo qual será julgado (e eventualmente punido), não o credencia a defender que fora alvo de uma INJUSTIÇA. Qualquer palavra ou adjetivo pode ser aceito (vítima de canalhice, vítima de preconceito, vítima de sacanagem etc.) e seria correta, mas jamais vítima de INJUSTIÇA.
Por exemplo: o fato de ter sido multado numa via pública a 80 km/hora (um evento nada agradável) não nos credencia a proferir para os quatro cantos que fomos INJUSTIÇADOS. Isto é um erro! Se formos pesquisar mais a fundo, nesta via pública deverá haver uma placa de limite de velocidade de 60 km/hora (primeiro critério desigualador) e nas leis de trânsito disponíveis há outro critério dizendo que se a velocidade da vítima for superior a 10% (66 km/hora – segundo critério desigualador), a multa será de determinado valor e se for superior a 20% (72 km/hora – terceiro critério desigualador), a multa será de um valor bem maior quando comparado a circunstância anterior. Não adianta dizer que fora INJUSTIÇADO. Seria mais conveniente e correto dizer qualquer coisa (para desopilar a raiva: que isto é uma sacanagem, que é um absurdo este limite de velocidade de 80 km/hora naquela via, que isto é um argumento da prefeitura para arrecadar mais dinheiro) do que ficar bradando erroneamente a palavra INJUSTIÇA.

Assumir que não é INJUSTO uma pessoa ter sido preterida da nomeação ao cargo de Gerente, em detrimento a outra pessoa, só porque a primeira tem mais tempo que a outra naquela empresa é o desafio. Assumir que o critério desigualador TEMPO (que favoreceria o mais antigo) nem sempre será o critério desigualador utilizado pelo Diretor. Isso é o que precisa ser entendido. Assumir que o critério desigualador BOM RELACIONAMENTO ou CARISMA (que o preterido normalmente rejeita que não dispõe) será o adotado em detrimento ao TEMPO (que obviamente favoreceria o preterido) é o que precisa ser analisado sob um prisma menos apaixonado.

Sob esta perspectiva é que a INJUSTIÇA, em sua literalidade, efetivamente não existe! O que existe são pessoas que não aceitam (ou não conseguem aceitar) os critérios desigualadores que lhe são impostos pelo ambiente, seja pessoal ou profissional, em que vivem. Isto é legítimo e precisa ser respeitado, mas exige que a pessoa tome uma decisão de sair, livremente, daquele ambiente cujo critério desigualador não lhe favorece. Ao invés de ficar amaldiçoando a escuridão é conveniente que estas pessoas acendam uma vela e dirijam-se a um ambiente cujos critérios desigualadores lhe sejam favoráveis mas, se este ambiente não existir, é conveniente também que a pessoa reflita e dirima esforços para adaptar-se ao mundo real!

Uma vez uma pessoa me perguntou, indignada com a construção deste conceito numa palestra que eu estava proferindo, se não seria INJUSTIÇA condenar uma pessoa a morte sem que o mesmo tivesse efetivamente cometido um crime?

Eu respondi, e respondo até hoje, que a JUSTIÇA não tem compromisso com a verdade, isto é, para sermos JUSTOS precisamos somente aplicar integralmente o critério desigualador adotado, por menos que ele seja aceito pelas vítimas. O fato de uma pessoa ter sido condenada ERRADAMENTE a morte reflete muito mais uma impotência do critério desigualador adotado para privilegiar a verdade e não uma INJUSTIÇA por si só. Isto já aconteceu muitas vezes, no passado, quando não se dispunha do teste de DNA para decidir se alguém era, de fato, pai de uma criança. Ou seja, a existência de critérios desigualadores frágeis para privilegiar a verdade dos fatos não ainda significa INJUSTIÇA, mas apenas um sinal de que critérios desigualadores mais potentes para privilegiar a verdade precisam ser desenvolvidos.

Pense nisto!

Tirá-lo da zona de conforto e fazê-lo refletir e agir é minha principal função. Você sempre é o único culpado por tudo de bom e de ruim na sua vida!

Se você acha que pode....tem razão, mas se acha que não pode...infelizmente também tem razão!